Na terra de Hugo Chaves Wagner Love tem sua noite imperial, na vila, treino televisionado. Enquanto isso em Bogotá, um pico do Járagua on steroids o selecionado de Mano Menezes arrastava a chinela contra o Independiente. Um empate prato cheio para os críticos, um bom resultado para o técnico.
Para quem não assistiu o jogo, o 1 a 1 parece bom. Fora de casa o importante é não perder, certo? Nem tanto para quem viu a partida e constatou que o Medellin não é nada disso, o tal toque de bola que diziam ser característico deles não foi posto em prática. O Timão teve por várias vezes o jogo na mão, mas não conseguiu transformar superioridade técnica em númerica, no placar, digo.
Um volante a menos poderia ter auxiliado Danilo (o melhor do time), mas um volante a mais nos privou de tomar gol do negro Pardo, o Souza deles. Por mais que digamos que o Jucilei esteve mal, essa foi a primeira vez que o rapaz se “aplicou” realmente em fazer uma forte marcação. Ficou explícito que seu forte realmente é a técnica mas com humildade e determinação ele ainda há de melhorar e muito nessa função, potencial tem. Assim como Elias que reviveu seus tempos de atacante no lado de lá, fazendo dupla com o Gordo, Jorge Henry de tão surpreso ficou o jogo todo quietinho assistindo o muleque para lá e pra cá, acorda São Jorge. De tão inusitada, achei que fosse peça do Mano quando o Globo escalou nosso MM ao lado de Felipe, mas num é que o rapaz jogou na lateral? Entre uma entregada e outra, ele fechou o lado direito que estava interditado para o apoio já que o guerreiro não estava e Juça tava ocupado correndo atrás de uns tais de Restrepo e Barahona.
Na segunda etapa o ser ou não ser do Mano ficou ainda mais dramático. Sair para o jogo e ir na jugular do timeco local, arriscando-se assim a deixar nossa zaga descoberta ou trocar o Ronaldo por mais um volante e terminar a noite no ninguém-ninguém. Eis que então saiu Danilo (sem folêgo mais o melhor do time) e entra o predestinado, o tupã, o Dinei negro, menos o cabelo amarelo, Dentinho. Parece que bateu um Eureka e o Mano descobriu o nicho do muleque, entrar no segundo tempo para bagunçar o jogo, o pulmão dos companheiros agradece. Golaço, beijinho na Tattoo e vambora de volta pro nível do mar. A jornada continua e ninguém dirá que faltou emoção, a própria razão de nossa existência.
VAI CORINTHIANS!!!
